(Source: oblyvian)
Você morreu em mim, morreu pra mim…
Como um amor perdido, como uma mão que não consegui agarrar e salvar antes de cair trágicamente do penhasco, você se foi.
Diferente daquilo que eu imaginava quando você finalmente partiu, a dor cessou, as cores voltaram e as lágrimas pararam…
O sentimento que ficou foi algo similar ao que eu sentiria caso perdesse meu pai, ou minha mãe, um amor que houve turbulências, respeito e aceitação mas que não pode dominar minha vida até a hora do fim.
Antigamente escrever sobre nós era o prelúdio de olhos marejados, vermelhos, coração queimando e um infinito escuro dentro do peito. Lembrar de você sorrindo ou da diferença entre o castanho claro da borda da sua pupila se transformando em verde com pintinhas perdidas de terra no mar de grama da sua íris… Que combinavam com as depressões de chocolate que você via nos meus…
Lembrar de como riamos juntos das piadas mais improváveis, dos comentários sobre a física do impossível em filmes de ação, de como eu me sentia capaz com você.
Um dia como qualquer eu acordei sem você aqui dentro… Busquei, busquei, até achei mas era cinza, uma mera memória, como uma foto achada em um arquivo e você não sabe dizer bem quem é…
No começo eu não sabia ao certo se era bom ou ruim mas eu estava tão leve e atenta que me esqueci desse fato nas primeiras tarefas do dia…
Estava morto o menino Jairo dentro de mim, e minha vida corrida não deixou dar a ele um “funeral” ou demonstração de respeito digna do amor que senti, ou da importancia que teve… Portanto esse é o momento que eu me ajoelho diante da sua lápide e desabafo em tons de prece e desejos bons:
Te desejo o Paraíso mesmo quando o Inferno vier à tona…
Minha homenagem termina aqui, sem lágrimas para fechar o nosso livro, mas com capítulos imensos de aprendizado.
Adeus…

Your morning cute! [x]
Ok… It’s enough…
(Source: mister-self-destructive)
Sitting, waiting, wishing…
A nossa vitória as vezes é uma ofensa pra quem não ganha com o próprio esforço… Derrota mesmo, é ter mente pequena e vazia…
E as relações humanas estão cada dia mais complexas e querem saber o motivo?
Nós complicamos demais algo tão simples e sutil como respirar…
Cansei de me complicar e cansei de esconder minhas vitórias por medo de ofender gente idiota.
Uma hora a tristeza pega entra e rasga tudo que a gente acha que sabe sobre auto-controle, sobre consciência, sobre diplomacia e principalmente sobre nós mesmos…
Eu passei um ano, enxugando lágrimas escondido, afogando gritos no travesseiro, por me fazer de forte durante o dia. Enquanto a noite a saudade e o cheiro da pessoa que eu acho que mais amei na vida me perseguiam, me impedindo de dormir.
Já entendi a sensação de “Não tenho mais lágrimas pra chorar”, já entendi o que é dormir e acordar com o olho parecendo um caqui maduro.
Entendi também que para certas dores não há cura, mas há mentiras brandas que podemos aplicar pra amenizar perdas.
Sempre odiei o amor, porque pra mim, ele nunca foi fácil… E quando ele foi, eu não cabia em mim de tanta felicidade, espontaneidade…
Era sempre o brilho nos olhos, sorriso no rosto e uma pessoa que eu jamais reconheceria em mim novamente, vivendo aos saltos pelo mundo…
Mas como sempre, eu já devia me acostumar com os obstáculos que a vida coloca… Bom, obstáculos não né, porrada mesmo, rasteira, voadora e uma cuspidinha na cara só pra finalizar bem a humilhação.
Quantas vezes eu não quis resgatar aquela menina doce de 3 anos atrás? E ao mesmo tempo não me culpei por ter sido tão burra…
Afinal, a vida está aí pra sermos burros as vezes… Errar faz parte da evolução, e a dor que nossos erros geram nos tornam cada vez melhores. Infelizmente uma verdade que não é das mais legais mas não deixa de ser real.
Não posso negar: Aquele fim me fez bem, me transformou em uma mulher que eu sempre quis ser, mas com uma beleza triste de um coração petrificado…
E eu não quero mais ser uma pedra… Racional demais, apaixonada de menos ou tendendo a infinto pela esquerda. Eu quero ser de novo cheia de calor e carinho ao abraçar, quero escrever sobre amor sem chorar e sobre paixão sem temer.
Quero me jogar nos braços de quem me ama passando toda a reciprocidade possível do sentimento…
Mas eu não consigo…
Não é por ninguém… Não é por você que passou pela minha vida sendo tudo e saiu dela com a simplicidade que se sai de um ônibus para o próximo ponto, me deixando no limbo do nada…
Não… Não alimente seu ego por uma paixão que você destruiu.
O que me faz falta não é você, mas a pessoa que eu me permitia ser quando estávamos juntos e ESSA Jacqueline se afogou junto com a caixa de lembranças maravilhosas que eu joguei no mar pra te esquecer.
E de alguma forma congelou-se e morreu… E por isso é o fim…
Se eu não conseguir traze-la de volta, possívelmente em breve estarei com ela.
Porque não consigo viver mais sem uma parte tão linda do que eu fui. Não consigo viver mais sem amar por medo de machucar as pessoas e principalmente, por medo de sofrer por um fim…